Ultrassom focalizado guiado por RM (MRgFUS)
O tremor tratado através do crânio intacto com ondas de ultrassom focalizadas: sem incisão, sem material implantado e, na maioria dos casos, com um resultado que o paciente vê na própria maca.
Área de especialização
Nem todo tremor é Parkinson, e nem todo tremor precisa de cirurgia. Dar o nome certo ao tremor é a primeira e mais útil coisa que fazemos.
Tremor é um movimento rítmico e involuntário de uma parte do corpo. É um sintoma, não um diagnóstico, e pode ter muitas causas diferentes: algumas benignas, que não exigem tratamento nenhum, e outras que indicam uma doença neurológica a ser controlada.
A pergunta mais útil é quando o tremor aparece. Um tremor que piora com o membro relaxado e apoiado aponta para uma direção diferente daquele que só surge quando a mão se estende para pegar um copo.
| Critério | Tremor essencial | Tremor do Parkinson |
|---|---|---|
| Quando aparece | Com o movimento e ao manter uma postura | Em repouso, com o membro apoiado |
| Partes afetadas | Mãos, cabeça, voz | Mão, queixo, perna; geralmente um lado primeiro |
| Histórico familiar | Frequente | Em geral ausente |
| Efeito do álcool | Costuma reduzi-lo temporariamente | Sem efeito característico |
| Outros sintomas | Em geral nenhum | Lentidão, rigidez, menor balanço do braço |
O tremor essencial é o distúrbio do movimento mais comum do mundo. Produz um tremor rítmico, sobretudo nas mãos, mas também pode afetar a cabeça, a voz ou as pernas. Diferentemente da doença de Parkinson, o tremor aparece durante a atividade, e não em repouso: ao escrever, ao segurar uma xícara ou ao levar a colher à boca.
Costuma ser hereditário: muitos pacientes lembram de um pai ou avô com «mãos trêmulas». Os sintomas tendem a piorar com o movimento, o estresse, o cansaço e a cafeína, e a melhorar — de forma temporária e pouco confiável — com o álcool.
A palavra «benigno» costuma acompanhar o tremor essencial e presta um desserviço à condição. Ela não encurta a vida, mas um tremor forte a ponto de impedir assinar o nome, comer em um restaurante ou segurar o telefone junto ao ouvido não é coisa pequena.
O tremor pode surgir como sintoma de muitas condições, e algumas causas são totalmente reversíveis.
O tremor cerebelar resulta de lesão ou disfunção do cerebelo, a parte do cérebro que governa a coordenação e o equilíbrio. Costuma ser lento e aparece quando a mão se aproxima de um alvo: ao alcançar uma xícara, o tremor aumenta conforme a mão chega perto.
O tremor fisiológico existe em todas as pessoas. Normalmente é invisível, mas se torna perceptível com estresse, ansiedade, cansaço, falta de sono, queda de açúcar no sangue, hipertireoidismo ou abstinência de álcool e outras substâncias. Tratar a causa resolve.
O tremor induzido por medicamentos aparece como efeito colateral de certos remédios e substâncias: alguns antidepressivos, lítio, valproato, broncodilatadores, doses altas de cafeína. É importante identificá-lo porque pode reverter com a troca do medicamento e porque às vezes é confundido com uma doença degenerativa.
O tremor ortostático é um distúrbio raro que produz um tremor muito rápido e muitas vezes invisível. Surge apenas ao ficar em pé, e os pacientes costumam descrever instabilidade em vez de tremor, com alívio ao sentar ou caminhar.
Nossos neurologistas começam por uma avaliação completa para estabelecer que tipo de tremor está presente. Isso significa exame clínico, histórico detalhado de medicamentos, rastreio tireoidiano e metabólico quando indicado, e exames de imagem quando o quadro não é claro.
Só então faz sentido discutir tratamento. Para muitos pacientes tudo termina com um ajuste de medicação. Para quem tem tremor resistente aos remédios, a escolha costuma estar entre o MRgFUS e o DBS — e o fator decisivo em geral é se é preciso tratar uma mão ou as duas.
O tremor tratado através do crânio intacto com ondas de ultrassom focalizadas: sem incisão, sem material implantado e, na maioria dos casos, com um resultado que o paciente vê na própria maca.
Um procedimento reversível e ajustável que silencia os sinais cerebrais anormais por trás do tremor, da rigidez e dos movimentos involuntários, quando a medicação sozinha já não sustenta o dia.
Antes de falar em cirurgia, a medicação precisa estar certa. Um número surpreendente de pacientes chega com sintomas que não são resistentes ao tratamento: estão apenas subtratados.
Tudo o que vem depois depende de esta etapa estar certa. Um tremor bem nomeado já está metade tratado.
A pista mais clara é quando o tremor aparece. O tremor essencial se manifesta durante o movimento: ao escrever, ao segurar uma xícara. O tremor do Parkinson é mais visível com o membro em repouso e apoiado. O exame neurológico confirma, e a distinção importa porque os tratamentos são diferentes.
São condições distintas e o tremor essencial não se transforma em Parkinson. Um pequeno número de pessoas desenvolve as duas, o que é um motivo para revisar o diagnóstico se o padrão dos sintomas mudar.
A melhora temporária com álcool é característica do tremor essencial e é uma pista diagnóstica útil, mas não é tratamento. O efeito dura pouco e o efeito rebote depois costuma ser pior.
Sim, e é mais comum do que se imagina. Alguns antidepressivos, lítio, valproato, broncodilatadores e consumo alto de cafeína podem causar tremor. Leve à avaliação uma lista completa e atualizada dos seus medicamentos: às vezes é toda a resposta.
Nenhum é melhor em termos gerais. O MRgFUS dispensa incisão e exige internação curta, mas trata um lado só e é permanente; o DBS trata os dois lados e é ajustável, mas envolve cirurgia e uma permanência mais longa. Se as duas mãos estão incapacitadas, o DBS costuma ser a opção mais adequada.
Envie seus exames e algumas linhas explicando a situação. Um coordenador responde em um dia útil, sem custo e sem compromisso.