Tratamento

Ultrassons focados guiados por RM (MRgFUS)

O tremor tratado através do crânio intacto com ondas de ultrassom focadas — sem incisão, sem material implantado e, na maioria dos casos, com um resultado que o paciente vê na própria marquesa.

O que são os ultrassons focados guiados por ressonância magnética?

O MRgFUS trata o tremor concentrando centenas de feixes de ultrassom através do crânio intacto num único ponto profundo do cérebro, onde a energia conjunta cria uma lesão pequena e colocada com precisão. Cada feixe isolado é demasiado fraco para afetar o tecido por onde passa; só no ponto focal a energia se torna terapêutica.

Não se corta nada e não se implanta nada. O paciente permanece dentro de um aparelho de ressonância magnética com um transdutor em forma de capacete, acordado e em conversa com a equipa durante todo o procedimento.

A técnica é uma versão moderna e guiada por imagem da talamotomia — um procedimento realizado há décadas — com a diferença decisiva de que o alvo pode ser testado primeiro em baixa energia e ajustado antes de se fazer seja o que for de permanente.

Como decorre o dia do tratamento

Corta-se o cabelo e coloca-se uma moldura leve para que o crânio fique numa posição fixa. Dentro do aparelho, a termometria por ressonância mostra à equipa a temperatura no alvo em tempo real — é isso que torna o procedimento controlável em vez de aproximado.

O tratamento decorre por fases. As sonicações de baixa energia aquecem o alvo apenas o suficiente para produzir um efeito temporário. Entre cada uma, pede-se ao paciente que desenhe uma espiral, sirva água ou estenda a mão. Se o tremor cede e não surgem efeitos indesejados, a energia é aumentada. Se algo não está bem — dormência, alteração da fala, desequilíbrio — o alvo é deslocado antes de se fazer qualquer alteração permanente.

A maioria dos pacientes vê o tremor da mão tratada diminuir durante a própria sessão. O procedimento completo demora tipicamente duas a quatro horas.

Quem é um bom candidato?

A densidade óssea do crânio é o critério que os pacientes menos esperam. O ultrassom tem de atravessar o osso para chegar ao alvo, e numa minoria de pessoas o crânio absorve demasiada energia para o procedimento ser eficaz. Isto é medido por TC antes de o tratamento ser proposto, e é uma das razões pelas quais pedimos os exames de imagem antes de marcar seja o que for.

O MRgFUS é habitualmente realizado num lado do cérebro, tratando o lado oposto do corpo. Tratar os dois lados é abordado com muito maior prudência pelo risco de efeitos na fala e no equilíbrio. Se o tremor incapacita ambas as mãos por igual, o DBS é muitas vezes a opção mais adequada.

  • Tremor essencial, ou doença de Parkinson com predomínio de tremor, que não respondeu suficientemente à medicação
  • Tremor incapacitante mais de um lado do que do outro
  • Paciente que prefere evitar cirurgia aberta, ou que não tem indicação para ela
  • Densidade óssea craniana suficiente para o ultrassom atravessar com eficácia — medida previamente por TC
  • Capacidade de estar imóvel dentro do aparelho de ressonância durante toda a sessão

Recuperação e regresso a casa

Não há ferida para cicatrizar nem material para assentar. A maioria dos pacientes fica uma ou duas noites em observação, e a estadia total em Istambul é tipicamente de cinco a sete dias: um dia de exames prévios, o dia do procedimento e um curto período de observação antes da autorização para viajar.

Como o crânio nunca é aberto, voar é habitualmente autorizado ao fim de poucos dias, em vez dos 10 a 14 exigidos depois do DBS.

Os efeitos secundários transitórios são frequentes nas primeiras semanas — instabilidade, formigueiro nos lábios ou nos dedos, ligeira alteração da marcha — e costumam resolver-se. Como a lesão é permanente, qualquer efeito que persista não pode ser revertido ajustando um aparelho. Essa assimetria em relação ao DBS é a contrapartida central da decisão.

MRgFUS ou DBS?

Nenhum é definitivamente melhor. Respondem a perguntas diferentes.

Na prática a escolha assenta habitualmente em três perguntas: o tremor é de um lado ou dos dois, existem sintomas para lá do tremor e quanto é que o paciente valoriza a reversibilidade. Envie-nos os seus exames e dizemos-lhe para que lado o seu caso aponta — incluindo quando a resposta é nenhum dos dois.

Critério MRgFUS Estimulação cerebral profunda
Tipo de procedimento Sem incisão — ondas de ultrassom focadas, sem implante Cirúrgico — aberturas no crânio, material implantado
Lados tratados Habitualmente um lado Habitualmente os dois lados
Reversibilidade Lesão permanente; irreversível Reversível e ajustável do exterior
Sintomas tratados Sobretudo o tremor resistente aos fármacos Tremor, lentidão, rigidez, movimentos involuntários
Costuma servir a Pacientes sem indicação para cirurgia aberta, com tremor de um lado Pacientes em fase intermédia ou avançada com efeitos secundários da medicação
Dispositivo depois Nenhum Substituição de bateria ao fim de alguns anos
Estadia em Istambul 5–7 dias 3–4 semanas

O MRgFUS na HealBridge

O tratamento decorre no PARMER, Hospital Medipol Acıbadem, um centro acreditado pela JCI dentro do Medipol Health Group.

Como está acordado e a relatar o que sente durante toda a sessão, um intérprete médico está presente no procedimento inteiro — e não do outro lado de uma linha telefónica. O seu coordenador trata da TC e da ressonância prévias, da carta-convite para o visto, dos transportes, do alojamento perto do hospital e das revisões marcadas depois do regresso.

Doenças tratadas

Tremores

Nem todo o tremor é Parkinson, e nem todo o tremor precisa de cirurgia. Dar o nome certo ao tremor é a primeira e mais útil coisa que fazemos.

Doença de Parkinson

Uma doença progressiva do movimento — mas também uma em que o tratamento certo, escolhido na fase certa, pode devolver anos de autonomia.

Perguntas frequentes

O MRgFUS é o mesmo que o DBS? Qual é melhor?

São métodos completamente diferentes e não é correto dizer que um seja definitivamente melhor. O DBS é cirúrgico, implantado, ajustável e habitualmente bilateral; o MRgFUS dispensa incisão, é permanente e habitualmente unilateral. A decisão é tomada em função da situação do paciente — veja a tabela comparativa acima.

Vou sentir o ultrassom?

A maioria dos pacientes sente calor ou pressão na cabeça durante as sonicações, e alguns sentem uma tontura breve. Fica acordado e em contacto com a equipa durante todo o tempo, e a energia é interrompida no momento em que relatar algum desconforto.

É preciso rapar o cabelo?

Sim. A cabeça é rapada por completo para que o cabelo não disperse o ultrassom. Volta a crescer normalmente.

Podem tratar-se as duas mãos?

Habitualmente só se trata um lado. O tratamento bilateral tem maior risco de efeitos na fala e no equilíbrio e é abordado com muito mais prudência. Se as duas mãos estiverem igualmente incapacitadas, o DBS é muitas vezes a melhor opção.

Quanto tempo temos de ficar em Istambul?

Tipicamente cinco a sete dias: um dia de exames prévios, o dia do procedimento e um ou dois dias de observação antes da autorização para viajar.

O tremor pode voltar?

Nalguns pacientes o tremor pode regressar parcialmente com o tempo. Isto é discutido abertamente na consulta, juntamente com as opções que restariam se acontecesse.

Não sabe por onde começar?

Envie-nos os seus exames e umas linhas a explicar a situação. Um coordenador responde no prazo de um dia útil, sem custos e sem compromisso.

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