Tratamento

Avaliação neurológica

Tudo o que vem a seguir depende de esta etapa estar certa. Um tremor bem nomeado está meio tratado.

Porque é que a avaliação decide tudo

Uma avaliação neurológica estabelece qual é realmente a doença, até onde progrediu e que tratamentos o quadro sustenta. É a etapa em que se evitam os erros de maior consequência.

A distinção mais importante é entre a doença de Parkinson e o parkinsonismo atípico — atrofia de múltiplos sistemas, paralisia supranuclear progressiva, degenerescência corticobasal. Podem parecer semelhantes nos primeiros anos e são frequentemente confundidos, mas não respondem ao DBS da mesma maneira. Operar com o diagnóstico errado não ajuda ninguém.

O mesmo se aplica ao tremor: o tremor essencial, o tremor distónico, o tremor cerebeloso e o tremor induzido por fármacos apontam cada um para um tratamento diferente.

O que a avaliação inclui

  • História detalhada — início, progressão, história familiar, lista completa de medicação
  • Exame neurológico com escalas motoras padronizadas
  • Prova de resposta à levodopa, quando o diagnóstico ou a indicação cirúrgica estão em causa
  • Ressonância magnética cerebral de alta resolução; TC quando se pondera o MRgFUS, para medir a densidade óssea craniana
  • Avaliação neuropsicológica e do humor — obrigatória antes do DBS
  • Análises para excluir causas metabólicas e tiroideias de tremor
  • Avaliação da fala, da deglutição e da marcha quando pertinente

O primeiro passo, à distância

Para os pacientes internacionais a avaliação começa antes da viagem e sem custos. Pedimos relatórios do neurologista, ressonâncias magnéticas cerebrais recentes, uma lista detalhada da medicação e vídeos dos sintomas motores gravados tanto no estado «on» como «off».

Isso chega habitualmente para que os neurologistas da nossa rede digam se uma opção cirúrgica é plausível, qual delas e o que a avaliação presencial teria de confirmar. Não lhe pedimos que voe até Istambul para ouvir aqui que não é candidato.

À chegada

Os exames de imagem e o estudo pré-operatório são repetidos aqui. Não é duplicar por duplicar: a localização estereotáxica exige imagens de alta resolução com protocolo específico, adquiridas no mesmo equipamento usado para planear o procedimento, e o estudo pré-operatório tem de ser recente.

Sai daqui com um relatório escrito — diagnóstico, achados, recomendação e fundamentação — num formato com que o seu neurologista possa trabalhar, quer avance ou não com tratamento connosco.

Doenças tratadas

Doença de Parkinson

Uma doença progressiva do movimento — mas também uma em que o tratamento certo, escolhido na fase certa, pode devolver anos de autonomia.

Tremores

Nem todo o tremor é Parkinson, e nem todo o tremor precisa de cirurgia. Dar o nome certo ao tremor é a primeira e mais útil coisa que fazemos.

Distonia

Músculos que se contraem sem que ninguém lhes peça e que puxam o pescoço, a mão ou o corpo inteiro para posturas que a pessoa não consegue desfazer.

Perguntas frequentes

O que tenho de enviar para a revisão à distância?

Relatórios do neurologista, ressonâncias magnéticas cerebrais recentes, uma lista completa e atual da medicação com doses e horários, e vídeos curtos dos sintomas — gravados tanto com a medicação a fazer efeito como antes da primeira dose do dia.

Porque é que o vídeo importa tanto?

Porque dois minutos de gravação a andar antes da primeira dose da manhã mostram à equipa mais do que várias páginas de relatórios. O tremor, a marcha e a rigidez são coisas que se veem.

A revisão preliminar é mesmo gratuita?

Sim, e não tem qualquer obrigação associada. Se a avaliação mostrar que um procedimento não o ajudaria, dizemo-lo.

Não sabe por onde começar?

Envie-nos os seus exames e umas linhas a explicar a situação. Um coordenador responde no prazo de um dia útil, sem custos e sem compromisso.

Marque uma consulta gratuita +90 549 900 96 25

Fale connosco Marque uma consulta gratuita